Cinegrafista de 11 de Setembro é Perseguido

Imagine ser liberado para fazer imagens logo após a tragédia do World Trade Center, ter autorização do governo para gravar tudo e, por causa destas imagens, ser perseguido, acusado de assassinato e passar 13 meses na prisão. Isso aconteceu com o cinegrafista americano Kurt Sonnenfeld.

Kurt trabalhava para a FEMA (Federal Emergency Managment Agency), órgão que entra em ação após catástrofes de grandes proporções. No dia 11 de setembro de 2001, seu chefe ligou avisando que os Estados Unidos estavam sendo atacados. O cinegrafista não achou que fosse isso, já que ele via na TV um prédio em chamas e, possivelmente, um avião que havia perdido o controle. Quando o segundo avião atingiu o WTC, ele ainda estava no telefone com seu chefe e teve que sair correndo de Denver para New York.

No local da tragédia, o cinegrafista precisava gravar o máximo de imagens das operações de resgate e dos escombros. Seu departamento precisava dessas cenas para que nada de errado fosse divulgado numa tragédia desse porte. Como Kurt costumava ter suas fitas perdidas no escritório, decidiu levar o material para casa.

Ele voltou para sua cidade e foi tratado como herói até que, no reveillón de 2002, sua esposa se suicidou. Kurt foi apontado como assassino e foi preso preventivamente. Depois do julgamento que o considerou inocente, ele foi para a Argentina onde mora com sua atual esposa e duas filhas. Embora tenha sido inocentado, passou meses preso na Argentina e o governo norte-americano pede sua extradição e considera Kurt um fugitivo.

Essa história é contada pelo cinegrafista no livro “El Perseguido”, lançado em 2009. Eu soube dela através do site Opera Mundi. Quem quiser conferir a matéria na íntegra, segue o link:
Testemunha inconveniente: cinegrafista do 11/09 vive refugiado na Argentina de Luciana Taddeo – Buenos Aires

Crédito fotos: Kurt Sonnenfeld – site divulgação do livro El Perseguido

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Um comentário sobre “Cinegrafista de 11 de Setembro é Perseguido

  1. Colegas, trabalhei como cinegrafista durante 14 anos nas Tvs Paraíba e Cabo Branco na Paraíba e a dois anos me formei em jornalismo. Hoje trabalho em um site http://www.patosemcena.com.br e estou copiando esta reportagem para mostrar as dificuldades que passam um repórter cinematográfico, tão discriminado neste país. Sou um eterno defensor da categoria. Parabéns pelo site e sigo no twitter, atualizando as faces dos sofridos colegas. Abraços
    Marcelo Negreiros

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